sábado, 16 de dezembro de 2017

Estaremos em recesso
 das atividades no Zendo Brasília

de 23 de dezembro a 7 janeiro.

Agradecemos a presença de todos que estiveram conosco em zazen, na alegria do cordial convívio, na partilha dos ensinamentos de Buda, dos mestres.

Até breve e Gassho!

" O que quer que aconteça, a questão é: você está se tornando um ser humano melhor - mais estável, mais alegre, mais claro dentro de você?" Sadhguruji

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Abandonando a escuridão (da ignorância), que o sábio siga a luz no caminho. Que ele deixe o conforto do lar, desista dos prazeres mundanos, libere a sim mesmo de todos os obscurecimentos e, em solitude, dedique-se a purificar seu coração e mente. (O Dhammapada)
foto: Guilherme Cavalli



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Resistência e vitimização

 Os médicos estimam que setenta a oitenta por cento de suas atividades não estão relacionadas à saúde. As pessoas não estão doentes, estão fazendo drama. Às vezes, a parte mais difícil do trabalho médico é manter uma expressão impassível. Como Jerry Seinfeld observou a respeito dos seus vinte anos de encontros amorosos: "É muito tempo fingindo-se fascinado.'' 

A aquisição de uma condição empresta significado à existência de uma pessoa. Uma doença, uma cruz a carregar... Algumas pessoas vão de condição em condição; curam uma e outra surge para ocupar seu lugar. A condição torna-se uma obra de arte em si mesma, uma versão espúria do verdadeiro ato criativo que a vítima evita ao despender tantos cuidados em cultivar sua condição. 

Colocar-se na condição de vítima é uma forma de agressão passiva. Busca alcançar gratificação não por intermédio do trabalho honesto, de uma contribuição feita a partir do amor, insight ou experiência pessoal, mas da manipulação dos outros por meio da ameaça silenciosa (e nem tão silenciosa). A vítima compele os outros a virem, em seu resgate ou a se comportarem da forma como deseja, mantendo-os reféns da perspectiva de agravamento de sua própria doença/colapso/ dissolução mental, ou simplesmente ameaçando tornar suas vidas tão miseráveis, que elas fazem o que a vítima deseja. 

Fazer-se de vítima é a antítese de realizar o seu trabalho. Não o faça. Se estiver agindo assim, pare agora.

(Steven Pressfield)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Combatendo a resistência


Um profissional


Certa vez, alguém perguntou a Somerset Maugham se ele escrevia segundo um horário ou somente quando lhe vinha a inspiração. ''Escrevo apenas quando a inspiração me vem", respondeu. "Felizmente, ela vem toda manhã às nove horas em ponto."

Isso é ser profissional.

Em termos de Resistência, Maugham dizia: "Eu desprezo a Resistência; não deixo que ela me desconcentre; eu me sento e faço o meu trabalho."

Maugham acreditava em outra verdade mais profunda: que ao realizar o mundano ato físico de sentar-se e começar a trabalhar, ele colocava em movimento uma seqüência misteriosa, mas infalível, de acontecimentos que produziam inspiração, como se a deusa houvesse sincronizado seu relógio com o dele.

Ele sabia que se a incentivasse, ela viria.

(Steven Pressfield)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Necessidade de Praticar os Ensinamentos de Buda Sem Idéia de Ganho


foto: Genshin


Na prática do Caminho é necessário aceitar os ensinamentos verdadeiros de nossos predecessores, colocando de lado nossas idéias pessoais.

O Caminho não pode ser realizado com a mente ou sem ela. A menos que a mente da prática constante seja uma só com o Caminho, nem o corpo nem a mente conhecerão paz. Quando o corpo e a mente não estão em paz, eles se tornam obstáculos à iluminação.

Como harmonizar a prática constante com o Caminho? Para assim o fazer, a mente não pode estar apegada nem rejeitar nada; necessita estar completamente livre do apego à fama e ao lucro. Ninguém se submete ao treinamento budista para os outros. A mente dos praticantes budistas, como a maioria das pessoas de nossa época, todavia, está longe da compreensão do Caminho. Fazem o que os outros elogiam, mesmo sabendo que é falso. Por outro lado, não praticam o que os outros desdenham, mesmo que saibam ser o verdadeiro Caminho. Quão lamentável!

Reflita tranquilamente se suas palavras e ações estão unidas aos ensinamentos de Buda, ou não. Quem sabe não se envergonhará? Os olhos penetrantes dos Budas Ancestrais incessantemente iluminam todo o universo.

Desde que praticantes budistas não fazem nada para si mesmos, como o poderiam fazer pela fama ou pelo lucro? O Darma de Buda só pode ser praticado pelo Darma de Buda. Não é para impressionar os outros nem para sentir-se bem que os vários Budas demonstram sua profunda compaixão por todos os seres. Assim é a tradição budista. O Darma de Buda pelo Darma de Buda.

Observem como até animais e insetos nutrem seus filhotes, suportando grandes dificuldades, várias adversidades. Os pais não esperam ganhar nada com suas ações, mesmo depois dos filhotes atingirem a maturidade. Embora sejam pequenas criaturas, têm profunda compaixão por seus filhotes.

Assim é a relação da compaixão dos vários Budas por todos os seres. O precioso ensinamento desses vários Budas, todavia, não está limitado somente à sua compaixão: aparecem em incontáveis formas através de todo o universo. Esta é a essência do Darma de Buda.

Nós somos crianças Buda. Por isso seguimos as pegadas dos Budas Ancestrais.

Praticantes! Não pratiquem o Darma de Buda para obter fama ou lucro, nem para obter recompensas ou poderes miraculosos. Simplesmente pratiquem o Darma de Buda pelo Darma de Buda: este é o verdadeiro Caminho.

(Mestre Dogen)

Zazenkai