segunda-feira, 29 de agosto de 2011


Devemos nos libertar de apegos, de ganâncias, de querer sucesso, de querer aprovação, de querer reconhecimento.
Faça o bem, seja correto, se reconhecerem ou não, não tem a menor importância.
Monja Coen

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Esforço no Zen

Quando caminhar, parar, sentar-se, deitar-se, falar, estiver em silêncio, mover-se, estiver quieto
Em todos os momentos, em todos os lugares,
Sem interrupção - o que é isso?
Um momento contém infinitos kalpas.

A qualquer hora, em qualquer lugar, você não deve esquecer a sua verdadeira direção. Por que você come todos os dias? Quando você nasce, de onde vem? Quando morre, para onde vai? "Vir de mãos vazias, ir de mãos vazias - isso é humano." Todos vêm para o mundo sem trazer coisa alguma. Todos partem daqui sem nada levar também. Não podemos carregar nada conosco. No entanto, entre esses dois momentos, todos desejam coisas, todos perseguem coisas, e todos ficam muito apegados às coisas. Mas, quando você nasce, tudo já está pronto. Seu carma nessa vida já foi determinado pelo carma que você cultivou em suas vidas anteriores. Você não pode fazer nada.

Todavia, há uma maneira de modificar isso. Se você puder controlar a sua mente de momento a momento, então será possível mudar a sua vida e evitar que ela seja um produto automático do seu carma. Assim, você deveria direcionar a sua energia para o modo como mantém sua mente, exatamente agora: quando anda, pára, senta, deita, conversa, está em silêncio ou vive em completa quietude - em qualquer lugar , em qualquer momento - como você mantém a sua mente? As condições e situações exteriores estão constantemente carregando a sua mente para aqui e para ali, para cá e para acolá. É possível encontrar a sua verdadeira natureza em meio a todo este ir e vir, em meio as suas atividades diárias. Isto se chama manter uma mente que não se move.
(A Bússola do Zen - a essência viva da espiritualidade para o mundo atual, Mestre Zen Seung Sahn, Ed. Bodigaya, pg.323)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

MENTE COMUM, MENTE DE BUDA

Buda, em seu sentido verdadeiro, não é diferente da mente comum.
E mente comum, cotidiana, não é algo à parte do que é sagrado. Essa é uma compreensão completa do nosso eu. Ao praticarmos o zazen com esse entendimento, esse é o zazen verdadeiro.

(Nem sempre é assim - Praticando o verdadeiro espírito do zen, Shunryu Suzuki - Ed. Religare)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


ZEN DA PAZ
Prática em benefício de todos os seres
 
 
Dia 13 de agosto de 2011 - Sábado
Das 7h00 às 11h15
Centro Cultural Brasília - 601 Norte - ao lado do Serpro  - sala de meditação/oratório
Comunidade Zen Budista - Zendo Brasília

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eihei Dogen Daiosho – Koso Joyo Daishi
"O grande Caminho dos Budas Ancestrais é necessariamente a suprema prática contínua, que circula incessantemente, sem nenhuma interrupção.
Resolução, prática, bodai (iluminação) e nirvana não possuem intervalo entre si – esta é a circulação incessante da prática cotínua." (Shobogenzo Gyoji)

Nossa resolução, prática, iluminação (bodai) e obtenção de Nirvana são o desenvolvimento próprio do grande Caminho dos Budas Ancestrais.  Aqui a incessante circulação da prática contínua se realiza.  Assim sendo o ponto de vista de Mestre Dogen Zenji se opõe ao da heresia de Senika, que mantinha a idéia de uma inteligência espiritual brilhante existindo eternamente.  Dogen Zenji inocentemente proclama "o grande Caminho é o corpo aqui e agora".

O Darma é amplamente presente em cada pessoa, mas a menos que pratique não se torna manifesta, a menos que haja realização, não é obtido.

O que precisa ser compreendido é que precisamos praticar na realização.
Essa unidade de prática e realização e da incessante circulação da prática contínua é o ponto essencial dos ensinamentos de Mestre Dogen.
(trecho traduzido e extraído pela Monja Coen em 10 de abril de 2011, do livro A Study of Dogen, His Philosophy and Religion, de Masao Abe, editado por Steven Heine, publicado por State University of New York Press, Albany, 1992)

Sesshin em Brasília

Arte: Hugo Pullen