terça-feira, 25 de outubro de 2011

O zazen não se limita a sentar-se na postura. Andar, ficar de pé, fazer kin-hin, também fazem parte do zazen. Falar, calar-se... também refletem o espírito do Zen. Todos os comportamentos e as ações do nosso corpo devem ser calmos e pacíficos, em harmonia com o sistema cósmico. Mas isso não significa, como certas pessoas pensam, que quando se dorme, nosso sonho é Zen, quando se come, a comida é Zen, quando se faz amor, o amor é Zen!...

Isso é um erro. De fato, o Zen significa: concentrar-se sobre o seu comportamento na vida cotidiana, de modo a agir da maneira mais adequada através de cada ato da existência.

(Shodoka, o canto do Satori imeditato - Yoka Daishi. Tradução e comentários do Mestre Taisen Deshimaru Roshi, Ed. Pensamento, p. 109)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ZEN DA PAZ
"O caminho de Budha é a mente a procura da iluminação. Não é a mente vagueando com sono."


 22 de outubro de 2011 - Sábado
 7h00 às 12h00
CCB - Centro Cultural Brasília - 601 Norte, ao lado do Serpro

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Hoje eu sei

Hoje eu sei que a compaixão é capaz de transformar o mundo e transformar o ser.
 
Hoje eu sei que a compaixão pode ser desenvolvida, cultivada, que as áreas do cérebro responsáveis pela compaixão podem ser estimuladas.
 
Hoje eu sei que é possível "musculação de neurônios" através da meditação e do pensamento amoroso, terno, inclusivo, compreensivo, sábio.
 
Hoje eu sei que Buda se manifesta em cada ser que se entrega à bondade e ao Caminho do Bem, que é o Caminho Iluminado.
 
Hoje eu sei que a Verdade é o Caminho.  A Verdade com "V" maiúsculo, onde tudo está incluso - até mesmo as mentiras.
 
Hoje eu sei que não sei, que não há nem mesmo um "eu" que sabe e não sabe.
 
Hoje eu sei que intersomos, interconectados com tudo que existe.  Somos um só corpo e uma só vida. Estamos em rede. Na rede de Indra, feita de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia recebendo e emitindo raios em todas as direções.
 
Hoje eu sei que somos co responsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e que não adianta reclamar, é preciso agir para transformar.
 
Hoje eu sei que a juventude passa, os amores passam, a velhice passa, os desamores passam.  Tudo é transitório e passageiro. O que se une inevitavelmente se separa. E assim é.
 
Hoje eu sei que a pessoa mais forte é aquela que se bende primeiro - assim como o bambu - flexível.
 
Hoje eu sei que a água é capaz de se moldar ao recipiente que a contém e que o gelo é duro e pode ferir.  Então faço dos ensinamentos sagrados o sol que derrete o gelo e nos liberta de nossa própria frieza.
 
Hoje eu sei que é preciso sentir, que a indignação é uma alavanca para as grandes transformações e que as grandes transformações são feitas de pequenos gestos simples no dia a dia.
 
Hoje eu sei que palavras amorosas e ternas afetam as moléculas de água e que somos mais de 75% água. Então eu cuido do que falo, do que penso e como ajo.
 
Hoje eu sei que a mudança depende de mim, de cada um de nós.  E que só há um caminho: ação amorosa e não violenta para resolver conflitos e atritos.
 
Hoje eu sei que a vida vale a pena ser vivida em sua plenitude deste instante eterno.
 
E tudo que temos é este instante.  Aqui e agora.
 
Monja Coen

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Monja Coen Sensei em Brasília, 24-25 de setembro de 2011




Obrigada, Coen Sensei
E que os méritos de nossa prática se estendam a todos os seres e que possamos todos e todas nos tornarmos o caminho iluminado.

gasshô

Comunidade Zen Budista Soto Shu Zendo Brasília
  

Combatendo a resistência

Um profissional Certa vez, alguém perguntou a Somerset Maugham se ele  escrevia segundo um horário ou somente quando lhe vinha a  ins...