segunda-feira, 28 de maio de 2012

SUTRA DO DIAMANTE

Toda aparência é ilusão.

Se você vir toda aparência como não-aparência,

Então, essa visão é a sua verdadeira natureza.

Não se apegue a quaisquer pensamentos que surjam na mente.

Se você vê forma como o Absoluto, se busca o Absoluto com a sua voz,

Você está percorrendo o caminho errôneo e não será capaz de ver o seu verdadeiro eu.

Todas as coisas compostas são como um sonho, um fantasma, uma bolha ou um reflexo.

São como o orvalho ou  relâmpago. Assim você deve vê-las.

domingo, 20 de maio de 2012

Atenção

A atenção - plena e total - é tudo. A falta de atenção é responsável por grande parte da violência e do sofrimento do mundo atual. Pois é a mente que se sente separada da vida e da natureza, a mente dominada por um "eu" onipresente, que sai para destruir e matar, a fim de satisfazer seu desejo de cada vez mais - a qualquer custo. Essa mente desatenta nutre insensibilidade pelas coisas e pessoas porque não vê ou reconhece o valor delas como realmente são, vendo-as apenas como objetos a serem usados para saciar os próprios desejos. A pessoa profundamente atenta vê a indivisibilidade da existência, a rica complexidade e a interconexão de toda a vida. Dessa atenção advém um profundo respeito pelo valor absoluto de todas as coisas, de cada coisa. Desse respeito pelo valor de cada objeto individual, animado ou inanimado, vem o desejo de ver as coisas usadas apropriadamente, em vez de ser descuidado, esbanjador ou destrutivo.

Praticar verdadeiramente o Zen significa, portanto, não deixar lâmpadas acesas quando não estão sendo necessárias, a água jorrar desnecessariamente da torneira, encher o prato e deixar comida sobrando. Esses atos impensados revelam uma indiferença pelo valor do objeto desperdiçado ou destruído, bem como pelos esforços de quem nos proporcionou tais coisas: no caso da comida, o fazendeiro, o caminhoneiro, o varejista, o cozinheiro, a pessoa que serve a comida. Essa indiferença é produto de uma mente que se vê separada de um mundo de mudanças aparentemente aleatórias e do caos inútil. Essa indiferença priva-nos de nosso direito de nascença à harmonia e à alegria.

(Zen Budismo - O caminho da iluminação - Roshi Philip Kapleau - ARX)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Temos de viver muitas vezes
e muitas vezes morrer.
Vida e morte se sucedem
continuamente na eternidade.

(Yoka Daishi)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Casos Zen

Uma monja foi visitar a mestra do mosteiro. A mestra olhou diretamente para ela e disse: "Por que você trouxe toda essa multidão com você?". A monja, que estava sozinha, olhou para trás. A mestra disse: "Não olhe para trás, olhe para dentro".

Será que estamos sós? Será que levamos conosco multidões? Há quem venha com os seres amados. Há quem ande com os que mais detesta para todos os lados.

Não podemos ficar olhando para trás. Dizem que quem olha para trás bate com a cara no poste. E não é assim mesmo? Costumamos olhar para o que já fizemos, ficamos remoendo situações, eventos, o que falamos ou deixamos de falar em certo momento. É preciso ficar livre. 

(Monja Coen em Sempre Zen, aprender, ensinar e ser - Publifolha)


Combatendo a resistência

Um profissional Certa vez, alguém perguntou a Somerset Maugham se ele  escrevia segundo um horário ou somente quando lhe vinha a  ins...