quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A essência de Buda

Buda está presente aqui; não precisamos ir ao Pico do Abutre. Não nos iludimos com simples aparências externas. Para mim, Buda não é mera forma ou nome; Buda é uma realidade. Eu vivo com o Buda todos os dias. Quando estou comendo, sento-me com Buda. Quando caminho, vou com o Buda. E quando estou dando uma palestra sobre o darma, também estou vivendo com o Buda.

Eu não trocaria esta essência do Buda pela chance de ver a forma externa dele. Não precisamos procurar às pressas uma agência de turismo, voar par a Índia e subir o Pico do Abutre para ver o Buda. Por mais atraentes que sejam os anúncios das agências, eles podem ser enganosos. Nós temos o Buda diretamente conosco aqui. Sempre que praticamos a meditação andando, podemos tomar a mão de Buda e caminhar com ele. Eis por que no budismo podemos dizer: "Nós desfrutamos de nossa caminhada até a dimensão última, segurando na mão do Buda".

(Thich Nhât Hanh, a energia da oração)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Z E N     D A     P A Z


Zazen - Canto de Sutras - Samu (trabalho coletivo) - compartilhar

Dia 27 de outubro de 2012 - Sábado

Das 7h00 às 12h00


Pedimos aos interessados que tragam frutas, sucos e biscoitos para compartilhar no desjejum

Zendo Brasília - 307 Norte - Bl. B - sala 109




terça-feira, 23 de outubro de 2012

A VIDA É UMA VIAGEM

" A vida é uma viagem" disse o venerável mestre Takeabayashi.  

O que vamos levar dessa viagem? Que novidades iremos contar ao regressarmos ao nosso lar? Onde fica a nossa casa? Será no céu? Só de pensar, há quem deixe de viver e fique só a se preocupar. Xaquiamuni Buda dizia que a vida é como um rio, correndo e fluindo sem parar. Uma gota d'água jamais passa duas vezes pelo mesmo lugar. Todos nós, minúsculos pingos d'água, fluímos na correnteza.

A casa onde ficamos serenos também está fluindo. Não virá depois da morte. Aqui, exatamente agora, estamos nessa casa abençoada, onde há tranquilidade. Isso independe do dinheiro, do amor, do trabalho e da fama. Não há celebridade que recuse um copo d'água em um dia de muito calor. E a gotinha passa, sem deixar marca, ajudada pela graça de fazer parte da rede da vida.

Ninguém pode nos tirar o contentamento de viver cada instante como a gota murmurante que ri de si mesma, fluindo na gargalhada da cachoeira que a derruba em estrondo, virando espuma, nuvem e chuva.

Sempre em casa, sempre ausente. E a felicidade nisso tudo? Só é percebida ao passar? Pode ser sentida em cada silêncio de olhares que se encontram e que se encantam nesse encontrar. Está presente no ato simples de compartilhar ternura, vida e saber.

Não ponha a felicidade para fora. Não a expulse com grito e ódio. Não enterre a felicidade nos vícios e excessos. Felicidade é macia e leve. Com a mente límpida, o coração aberto, as mãos prontas a ajudar, de repente, vemos o que antes era invisível.

Para ser feliz é preciso despertar.

(Monja Coen - Sempre Zen, aprender, ensinar e ser)


sábado, 13 de outubro de 2012

Tocando as cordas do coração

Quando temos uma experiência que nos permite tocar as cordas do coração, sentimos, nesse instante, uma grande alegria, através das palavras ou da nossa mente ou do nosso corpo.  Às vezes  não conseguimos dizer nada, porque tocar as cordas do coração é uma experiência profunda espiritual. Às vezes ela pode ser explicada e, outras vezes, não; mas ela influencia, de fato, sua vida.

Se você tem uma interpretação intelectual ou emocional dessa experiência de "tocar as cordas do coração", essa já é sua experiência individual. Mas antes de sua interpretação, tocar as cordas do coração é, em si, algo muito amplo. Você não consegue dizer nada. Você pode experimentar isso por meio do zazen, do ensinamento do Buda ou em sua vida diária. Você sabe o que é, mas não consegue explicar isso. É algo notável e influencia, diretamente, sua vida. Essa experiência é uma importante sugestão ou um sinal do que fazer, a partir de uma perspectiva muito profunda. Assim, essa experiência é muito importante antes mesmo que sua consciência ou que sua intuição a apreenda. Tocar as cordas do coração é os sentido puro da experiência. Para nós, isso é importante. O budismo sempre enfatiza isso. 

A prática do zen sempre converge para o sentido puro da experiência. Tocar o coração é algo que está completamente além dos limites da satisfação ou da insatisfação individual. Tudo o que você precisa é caminhar, contínua e diretamente, na direção da experiência pura de tocar o coração. Trata-se tão somente de sentar-se, do gassho, do entoar mantras. Mas não ficamos satisfeitos porque sempre fazemos avaliações com nossa consciência. Mas uma coisa avaliada pela consciência nunca o levará a tocar o âmago de sua experiência. 

(Retornando ao silêncio, a prática do zen na vida diária - Dainin Katagiri - Pensamento)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012


Buda explicou que a fonte de verdadeira felicidade é viver calma e livremente, experimentando completamente as maravilhas da vida. Felicidade é estar consciente do que está acontecendo no momento presente, livre tanto do apego quanto da aversão. Uma pessoa feliz aprecia as maravilhas disponíveis no momento presente - uma brisa refrescante, o céu da manhã, uma flor amarela, um bambu violeta,  o sorriso de uma criança. Uma pessoa feliz pode apreciar estas coisas sem ficar presa a elas. Compreendendo todos os darmas como sendo impermanentes e desprovidos de um eu separado, uma pessoa feliz vive tranquila, livre de toda preocupação e medo. Por entender que uma flor logo se desmancha, ela não se entristece quando isso efetivamente ocorre. Uma pessoa  feliz compreende a natureza do nascimento e morte de todos os darmas. Sua felicidade é verdadeira felicidade, e ela possa a não mais temer sequer a sua própria morte.

(Velho Caminho, Nuvens Brancas - Seguindo as Pegadas do Buda, Thich Nhat Hanh)

Combatendo a resistência

Um profissional Certa vez, alguém perguntou a Somerset Maugham se ele  escrevia segundo um horário ou somente quando lhe vinha a  ins...