terça-feira, 30 de julho de 2013

Palestra - O desafio do Destino

Convidamos para palestra "O desafio do destino"
 que será ministrada pelo Prof. Dr. Enrique R.  Argañaraz,  professor  associado do Laboratório de Virologia Molecular da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília - UNB

Dia 31 de julho (quarta-feira) às 19h30

Faremos zazen das 19h30 às 19h50 e em seguida a palestra.

Compareçam!! Todos(as) são bem-vindos!!

Gassho

Aida Kakuzen

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nem sagrado nem profano

Um dos ensinamentos clássicos do Zen é o "não dualismo". Mas o que isso significa, exatamente?

Dualismo é separarmos o mundo em isto e aquilo, eu e o outro, bom e ruim, certo e errado. À medida que criamos conceitos, aí está o dualismo. Embora o dualismo ocupe um lugar legítimo em nossas vidas - ele nos ajuda na comunicação de uns com os outros e a funcionarmos num mundo multifacetado - jamais pode ser uma representação acurada da Realidade, menos ainda, a própria Realidade.

Na verdade, o pensamento dualístico nos coloca nas situações as mais problemáticas e penosas. Ele nos leva à preocupação, ao medo, à ansiedade e confusão. Mas não tem de ser assim. Pois, embora habitualmente pensemos em termos dualísticos, nunca vivemos, realmente, em dualismo.

Não é que o dualismo seja mau ou errado. É que geralmente ficamos atolados nele, acreditando que a maneira como construímos tudo em nossos pensamentos é como as coisas realmente são. Achamos que o modo como julgamos as coisas em nossas mentes - a maneira como as separamos, umas das outras - de alguma maneira nos ajuda a lidar com a Realidade. Como resultado, nós sistematicamente funcionamos de maneiras que são completamente dissociadas do modo como as coisas realmente são.

Por exemplo, nós vemos algumas coisas como sagradas e santas e outras como materiais ou profanas. Separamos o transcendente do mundano, o credo da ignorância, o insight da ilusão. No entanto, ao fazermos isso, caímos de volta exatamente no mesmo hábito do pensamento dualístico. Com essa suposição, nos predispomos para a disputa - com os demais, com o mundo e mesmo com nós mesmos.

É por isso que Bodhidharma, o monge que levou o Zen à China no século quinto, disse que manter pontos de vistas dualísticos sobre o comum e o iluminado não está de acordo com os ensinamentos do Desperto.

De acordo com Bodhidharma (e com o Zen), se vemos a iluminação - ou as pessoas iluminadas - como algo especial e os colocamos separados dos demais e de nós mesmos, nós os insultamos. Ao mesmo tempo, também insultamos a nós mesmos. Dessa forma a iluminação se torna remota, sobrenatural, misteriosa e (aparentemente) impossível de ser alcançada.

O Zen diz respeito à nossa libertação desse modo ilusório de pensar.



(O Budismo não é o que você pensa - Encontrando liberdade além de crenças, Steve Hagen, Ed. Religare)


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Silêncio

A fé verdadeira é a completa confiança, que significa aceitar o silêncio, e no silêncio todas as coisas tornam-se zero. Quando você volta ao mundo do silêncio, tudo se volta "não-pessoal", nenhuma-pessoa, nenhum-som. Assim, volte, torne-se zero e haverá uma paz maravilhosa. Isto é o mundo do silêncio. Ainda que você diga "eu sou", o "eu" está sumindo, até desaparecer. Se penso: "Estou muito bem", isso está produzindo um som. Por fim, eu pergunto: "O que estou fazendo aqui?" Nada. Se tento saber quem sou, preciso, por fim, voltar ao silêncio.

(Dainin Katagiri - Retornando ao Silêncio)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Recesso no Zendo Brasília

Estaremos em recesso de 5 a 14 de julho. 
Retorno das atividades dia 15 (segunda) com zazen às 19h30.

Gassho

Monja Kakuzen

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A paciência é a marca do verdadeiro amor

A raiva é uma coisa viva. Ela brota e precisa de tempo para abrandar. Mesmo que você tenha provas concretas para convencer a outra pessoa de que a raiva dela está totalmente baseada numa percepção errada, por favor, não interfira imediatamente. Assim como o ciúme, a raiva precisa de tempo para abrandar, mesmo depois que a outra pessoa descobre que interpretou mal a situação. Quando você desliga um ventilador, ela continua a girar durante algum tempo antes de parar. A raiva também é assim. Não espere que a outra pessoa pare imediatamente de sentir raiva. Deixe que ela desapareça aos poucos, lentamente. Por favor, não se apresse.

A paciência é a marca do verdadeiro amor. Se queremos amar, precisamos a ser pacientes, tanto com os outros quanto com nós mesmos. A prática de abraçar a raiva requer tempo, mas, se você praticar durante apenas cinco minutos a respiração consciente, o andar consciente, e abraçar sua raiva, poderá alcançar um resultado eficaz. Se cinco minutos não forem suficientes, leve dez. E, se dez não bastarem, leve quinze. Leve o tempo de precisar. As práticas da respiração consciente e do andar consciente ao ar livre são uma forma maravilhosa de abraçar a raiva. É exatamente como quando você cozinha batatas. Você precisa manter o fogo aceso durante pelo menos quinze ou vinte minutos, para não comer batatas cruas. Você precisa cozinhar sua raiva no fogo da plena consciência e isso pode levar dez, vinte minutos ou muito mais tempo.

(Thich Nhat Hanh - Aprendendo a lidar com raiva)

Combatendo a resistência

Um profissional Certa vez, alguém perguntou a Somerset Maugham se ele  escrevia segundo um horário ou somente quando lhe vinha a  ins...