quinta-feira, 26 de setembro de 2013

“Seja fácil com as pessoas e situações. Não fique estressado ou temeroso. Tudo é apenas uma peça. Há significado em tudo que acontece. Aprenda a se ajustar e entender. Preocupação traz peso. Deixe o passado ser passado. Deixe que tudo flua naturalmente. Foque no presente. Seja uma fonte de preenchimento e haverá facilidade” . - Buda




Por do sol - Acre - foto de Eden Magalhães

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Meditar e o Zen



foto: Alice Kohler


Eu os convido a um momento de Zazen. Vamos nos sentar sem recostar nas poltronas, mantendo as costas retas, os pés firmes no chão, paralelos.

Vamos procurar encontrar nosso ponto de equilíbrio balançando o corpo para a esquerda e para a direita como um pêndulo. Ao perceber o centro físico de seu corpo, fique aí. Solte o ar pela boca, profundamente. Esvazie os pulmões de ar e a mente de todos os pensamentos, idéias, conceitos.

Coloque as mãos no mudra cósmico, ou seja , a direita por baixo e a esquerda sobre ela, ambas as palmas para cima, apoiando as costas das mãos no colo e tocando com os dedos mínimo o abdômen. Os polegares se tocam de leve, como se houvesse uma finíssima folha de papel entre eles. A ponta da língua no palato atrás dos dentes frontais. Os olhos pousados, entreabertos, num ângulo de 45 graus.

Soltando todo o ar, vamos perceber tudo o que é neste instante.

Vamos encontrar o ponto de equilíbrio perfeito.

Exatamente aqui, exatamente agora.

Foco firme e perfeito abrange toda a vida do universo.

Isto é Zen.

Zen significa um estado de meditação profunda. Não é algo que possa ser comprado em alguma loja. Nós temos de fazê-lo.

A palavra vem do sânscrito Dhyana ou Jhana, que os chineses chamaram de Ch’an e os japoneses de Zen.

(Monja Coen Roshi)




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O que é Buda?




O que significa Buda?

O que é despertar?

A gente desperta para quê?

O Buda não é uma idéia de um ser sábio e que permanece no seu trono de sabedoria suprema.

O Buda reflete a sabedoria no dia a dia, nos nossos encontros e desencontros. Quais são as decisões iluminadas que tomamos?

As decisões iluminadas geram alegria e contentamento ao nosso redor.

As decisões não iluminadas geram dor e sofrimento ao nosso redor.

(Zen Yoga - Monja Coen) foto: série onças de Araquém Alcântara

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Palavras do Darma








Se cada um de nós estudar direito o seu 

papel, a sua parte nas cenas da vida, se 

atuar de forma correta, todos se beneficiam.




Como fazer para que o grupo fique melhor? 





Como servir? Como nos tornar o elemento 

que é a ponte, que facilita para que todos 

possam fazer uma boa atuação no espetáculo 

da vida? 

Monja Coen - Palavras do Darma — em foto de Lou Gaioto.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Estou bem











Estou bem.

"6. Aceitarei incondicionalmente aquilo que cada momento oferece. Esta é a prática de Não Falar sobre os Erros e Falhas dos Outros. Assumirei a responsabilidade por tudo na minha vida."




6º voto para o Dia de Reflexão do Zen Center de Los Angeles.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Falta de Atenção


Foto: Alice Kohler



A FALTA DE ATENÇÃO - Wu Hsin, em “Behind the Mind (the Short Discourses of Wu Hsin)” (2012), tradução livre por Nando Pereira
“A maioria dos problemas das pessoas é sintomático de uma doença de deficiência: a falta de atenção”,


Hoje o Mestre começou:

A maioria dos problemas das pessoas são sintomáticos de uma doença de deficiência, neste caso, a falta de atenção. Começe a prestar atenção e os problemas se vão.

A doença é a identificação errada com o corpo, com os sentidos e com a mente, pela qual nós aparecemos limitados e, portanto, infelizes. O remédio é tomar seu lugar soberano sobre o corpo, os sentidos e a mente, prestar atenção no conhecimento deles. Este conhecer é o Ser e é presente. Você é este Saber Presença. A mente distorce o grosseiro e esquece o sutil. Cria um prisma de desejo e medo através do qual você cria uma realidade. Você consegue ver que as apresentações que ela cria devem ser incompletas e incorretas? Sim, isso é o que você aceita como verdade. Você acredita que nasceu em um mundo. Não é assim. Cada um de nós cria um mundo para si mesmo. Você vive nele e reclama dele. Seu mundo é composto de desejos e da satisfação dos desejos, de medo e de estratégias para evitá-lo. Você não consegue ver que é seu mundo privado? É um pouco mais que um artefato da mente. Uma vez que você veja essa loucura, você estará no caminho de saída. Veja que você cria o espaço em que o mundo se move, o tempo em que ele dura. Perceba que o mundo é apenas areia. Você pode brincar com ele, você pode andar sobre ele, mas não construa uma casa lá. Não há jornada como se diz. Pode parecer que não, mas estamos sempre de volta onde começamos. O que fomos em essência, e o que seremos em essência, é o que somos em essência. Pondere isso, mais amanhã.”

(texto copiado da Sociedade Vipassana - Brasília)





segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Palavras do Darma - monja Coen Roshi



A prática não nos transforma em outra pessoa.

Pelo contrário, é a compreensão e a aceitação de nós mesmos que nos transformam.

Porque somos pessoas iluminadas, porque temos a condição e a capacidade de acessar um plano de consciência superior, nós praticamos o Darma de Buda, a Verdade Iluminada. 

Somos essa verdade manifesta.


foto: Alice Kohler

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dualidade






Saikawa Roshi : – “Quando sentados em “shikantaza”, que é a técnica do zazen, qualquer coisa que surja em suas mentes vocês devem deixá-las ir da mesma forma que vieram, sem tocá-las, compará-las ou julgá-las como boas ou ruins, certas ou erradas. Não toquem em nada. Com essa técnica estamos criando em nossa mente a não dualidade.

Na vida diária temos 100% de dualismo, bom ou ruim, eu e os outros, ganho ou perda, grande ou pequeno, vida ou morte e iluminação e delusão. Em todo o tempo, nessa dualidade, estamos checando e continuando com nossos pensamentos, mas a dualidade é um excelente instrumento para resolver problemas e nos comunicarmos com outras pessoas, assim, nossa mente cria a dualidade.

Toda a ciência e filosofia estão baseadas no dualismo, por isso a dualidade é uma grande ferramenta, mas também é capaz de criar grande sofrimento para a humanidade. Se vocês vão realmente fundo dentro de vocês, conseguirão ver que nós mesmos e todo o mundo não somos duais. Se vocês realmente virem esta verdade, poderão perceber que também a verdade é não dual. A base do mundo é não dual. Vendo essa verdade vocês poderão salvar a si mesmos e ir além de bem ou mal, poderão ir além de ganho ou perda, poderão ir além de vida ou morte, poderão ir além de iluminação e delusão.”

(Saikawa Roshi – Mestre Zen – Superior para América Latina – reside em São Paulo no Templo Busshinji)
foto: Araquém Alcântara

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mudanças


Energias benéficas podem ser cultivadas: compreensão, contentamento, descoberta. Cada problema contém em si a solução. Procurar a resposta é encontrá-la. Nos desiludimos com a vida quando nos iludimos. Sem ilusão não desilusão.

Outro dia uma senhora veio me visitar, muito triste, em depressão profunda. Os filhos cresceram e não se tornaram o que ela planejara. O corpo, antes belo, também envelhecera. Sem saber lidar com as mudanças, sua mente ficou congelada no que foi bom no passado e não foi capaz de perceber a beleza de cada instante da vida. O envelhecer é lindo com o outono. As folhas mudam de cor assim como nós.

Temos que acompanhar a mudança. Temos que ser a mudança. Tudo muda, sem cessar.

Encorajar-se para viver a vida com plenitude e sabedoria, procurando a verdade e o caminho, a simplicidade e a compaixão. Como dizia o líder indiano Mahatma Gandhi, "que possamos ser a mudança que queremos no mundo".

(Monja Coen, Sempre Zen - aprender, ensinar e ser  - Publifolha) foto: mar mediterrâneo - Mestre Dokusho Villalba - Espanha)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Alcançando a Felicidade

















Quando estamos com dor de dentes, sabemos que não ter dor de dentes é felicidade. Mais tarde, quando a dor cessa, não damos mais valor à ausência de dor de dentes. A prática da atenção plena nos ajuda a dar valor ao bem que á está manifestado. Com a atenção plena, seremos gratos por nossa felicidade, e talvez sejamos capazes de fazê-la durar mais. Eu costumo perguntar aos psicoterapeutas: "Por que você só falam com os clientes sobre seus sofrimentos? Por que não os ajudam a entrar em contato com as sementes da felicidade que eles já possuem?" Os psicoterapeutas devem ajudar seus pacientes a entrar em contato com a Terceira Nobre Verdade, a cessação do sofrimento. Eu os encorajo a praticar com seus pacientes a meditação andando e a meditação ao tomar chá, para poder irrigar as sementes da alegria presentes nas pessoas.

Faça a si mesmo a seguinte pergunta: "O que alimenta a alegria em mim? O que nutre a alegria nos outros? Será que estou alimentando suficientemente a alegria em mim mesmo e nos outros?" Estas são perguntas referentes à Terceira Nobre Verdade. A cessação do sofrimento - o bem estar - estará disponível se soubermos usufruir das preciosas jóias que já possuímos. Você tem olhos que enxergam, pulmões que respiram, pernas que andam e lábios que são capazes de sorrir. Quando está sofrendo, considere sua situação, e encontre as condições de felicidade que estão presentes, inteiramente disponíveis.

(A essência dos ensinamentos de Buda - Thich Nhat Hanh) foto: mar do mediterrâneo por Mestre Dokushô Villalba

Sesshin em Brasília

Arte: Hugo Pullen