sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

SAMADHI DO ESPELHO PRECIOSO Hokyozanmai

       
 
Pantanal Mato Grosso do Sul - Brasil - foto Araquém Alcântara


O Darma do assim como é,

Budas Ancestrais cuidadosamente transmitem.

Agora você o encontrou

Preserve-o bem.

Uma bandeja de prata acumula branca neve.

Na luz do luar a nívea garça desaparece.

Parecem-se, mas não são iguais.

Juntando-as, sabemos que são.



A mente não se expressa em palavras

Mas elas encorajam àquele que procura.

Se excitado, você entra em uma armadilha.

Se se opuser, espere pela queda.



Afastar-se ou tocar:

Ambos errados.

É como fogo maciço.

Se o retratar com palavras elegantes,

O estará maculando.



No meio da noite, a correta luz.

No céu do amanhecer não aparece.

É a regra geral.

Usando-a, remove-se todo o sofrimento.



Mesmo sendo do mundo dos fenômenos

Esta narrativa não o é.

Mesmo sem ser da intenção

Este não palavras, não o é.



É como olhar no espelho precioso

Onde forma e reflexo se encontram.

Você não é ele,

Mas ele é tudo de você.



É como um bebê no mundo

Pleno de seus cinco sentidos.

Sem ir nem vir.

Sem se levantar e sem parar.



Gugu! Dadá!

Uma fala sem fala!

E nada compreendemos.

Sua fala ainda não é correta.



Como as linhas do hexagrama:

Relativo e absoluto se integram,

Sobrepostas tornam-se três.

A completa transformação as faz cinco.

Como o paladar da erva chissô,

Como as faces do diamante.



Dentro do absoluto

Todos os relativos se integram.

Perguntas e respostas

Caminham juntas.



Comunicar com a essência

É comunicar com o caminhar.

Inclui integração

E inclui o Caminho.

Em comunhão auspiciosa!

Não destrua isto!



A maravilhosa verdade do céu

Está além da questão de delusão ou Iluminação.

Quando causa e efeito chegam a termo,

Sua luz brilha naturalmente.



Nas coisas pequenas, ela é a menor de todas.

Nas coisas grandes, ela é ilimitada.

Basta um finíssimo fio de seda de diferença

Para que a harmonia se quebre.



Agora a escola em súbita e em gradual se biparte.

Estabelece bases seguindo estas regras.

Mas a prática diligente penetra o ensinamento

E a verdade continua a fluir incessantemente.



Por fora, tranquilos; por dentro, agitados.

Como um cavalo no cabresto ou rato acuado.

Os antigos sábios se apiedaram,

Oferecendo o Darma que leva à outra margem.

Seguindo pontos de vista errados,

Ao preto chamam de branco.

Exaurindo os falsos pensamentos,

A mente aberta aceita a si mesma.



Se desejar caminhar nas pegadas dos antigos,

Rogo que observe os exemplos de antanho.

Aproxime-se para realizar o Caminho de Buda.



Como por dez kalpas,

Observando uma árvore,

Como um tigre ferido

Ou como um cavalo manco.



Porque existem coisas inferiores,

Existem tesouros raros em pedestais,

Porque há coisas maravilhosas e estranhas,

Há gatos selvagens e vacas brancas.



O mestre arqueiro

Com o poder de sua técnica,

Pode atingir

Um alvo a uma centena de passos.





Mas quando duas flechas se encontram em pleno ar

Ponta com ponta,

Será somente a técnica

A responsável?



Ao mesmo tempo, o boneco de madeira canta,

A mulher de pedra se levanta e dança.

Apenas a mente comum

Admite este pensamento?



O servo atende ao seu senhor,

A criança obedece ao pai.

Se não houver obediência,

Não haverá respeito filial.

Se não houver serviço,

Não haverá atendimento.



Em segredo e misteriosamente,

Agindo como um tolo,

Atuando como um bobo,

Apenas o capaz de herdá-lo,

É chamado de mestre entre os mestres.






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